sexta-feira, 16 de junho de 2017

Das terras de Narcea às terras de Somiedo (3)

Quinta feira; última jornada em Somiedo. Apesar de quase metade do grupo já ter conhecido os Lagos de Saliencia (ou de Somiedo), nas anteriores "edições" ... nenhuma incursão nestas terras pode deixar de incluir o principal cartão de visita do paraíso. Seria apenas uma questão de preparar um percurso que, mesmo para os "repetentes", tivesse algo de diferente. E teve ... de diferente e até de inesperado...
Circular dos Lagos de Somiedo
Lisboa, 16 de Junho
Subindo de La Farrapona (1708m alt.) para o Collado de La Forcada (1832m), 15.06.2017, 8h55
O alto da Farrapona é o habitual ponto de partida e/ou de chegada para uma jornada pelos lagos de Somiedo. Mas desta vez saímos da Farrapona, subindo a bom subir, pelo trilho que havia descido em Outubro de 2013, com a minha "estrela" e um dos nossos casais de "Manos velhos". Passado o Collado de la Forcada o trilho torna-se mais acessível ... e a imponência de Somiedo abre-se diante dos nossos olhos extasiados. Não tardou a termos aos nossos pés, bem lá no fundo, o Lago de La Cueva, em cujas águas se reflectiam as Peñas de La Cueva e Almagrera. Afinal ... o Paraíso existe!

Descendo das alturas de La Forcada ...
... para as fabulosas panorâmicas sobre o Lago de La Cueva
Sempre acima dos 1700 metros de altitude e "sobrevoando" o Lago de La Cueva, atravessámos a Horcada de Calabazosa e descemos ao segundo lago, o Lago Negro, ou Lago de Calabazosa. O magnífico dia que os "deuses" de Somiedo nos deram ... levou até os mais intrépidos às águas frias do lago mais profundo de Astúrias, que chega por vezes aos 60 metros de profundidade.

Horcada de Calabazosa e descida ao Lago Negro
Vários foram os intrépidos que provaram as águas do Lago Negro, ou de Calabazosa

Toda a beleza do Lago de Calabazosa ...
até a minha mochila aprecia!
21 intrépidos "guerreiros" nas terras mágicas de Somiedo; o 22º está atrás da objectiva ... e o 23º optou por um dia a solo
As paisagens de sonho sucediam-se. Continuando a contornar os lagos a sul, ao de Calabazosa seguiu-se o Lago de Cerveiriz. Geologicamente, toda a zona apresenta as características típicas da abrasão glaciar; todos estes lagos são de origem glaciar, com as correspondentes comunicações através de vales glaciares.

Lago de Cerveiriz e alguns
dos seus habitantes
E vai começar a grande "escalada"...
A sudoeste do Lago de Cerveiriz, tínhamos pela frente a mole imponente dos Picos Albos. Trezentos metros de desnível para subir em pouco mais de um quilómetro; quase 25% de inclinação média! Mas, apesar de tudo, uma subida mais suave do que a opção que contorna a Laguna de Cebolléu, maioritariamente em cascalheira ... e por onde havíamos subido em 2014. E assim, pouco depois do meio dia estávamos quase a 2000 metros de altitude, entre os Picos Albos Ocidental e Oriental, com a mole imensa de Peña Orniz do outro lado da paisagem "lunar" das Morteras.

Imagens de uma "escalada" épica...
Entre os Picos Albos Ocidental (na imagem) e Oriental, a 1990 metros de altitude
Las Morteras e, ao fundo, o Maciço de Peña Orniz
Atingidos os quase 2000 metros de altitude, o rumo era agora a já minha bem conhecida Majada El Couto, com "instruções" para darmos corda às botas, se queríamos ir almoçar à vista do Lago del Valle, o maior e mais imponente lago não só de Somiedo, como de toda a Cordilheira Cantábrica. Como habitualmente nestas paragens ... as camurças começaram a aparecer, vigilantes, fugidias, mas bem presentes.

Camurças e grifos ... grifos e camurças ... harmonia ... paz ... paraíso!
Majada de El Couto, 12h45 - Viemos da esquerda, dos Picos Albos ... e estávamos literalmente no Paraíso
Como que empurrado pelas forças que levantaram estas montanhas e estes vales, no extremo ocidental da Majada de El Couto quase que voei até àquele a que me habituei a chamar o "meu" miradouro. No dia 17 de Outubro de 2013 cheguei àquele mesmo local numa caminhada a solo. A solo não ... acompanhado pelo "meu" Mastín, o "meu" cão guardador de gado que me acompanhou nessa caminhada, desde terras de Babia, que achou que eu não deveria fazer essa caminhada sozinho ... o Mastín com quem partilhei o meu almoço e a minha água. Mas ... que miradouro é este? Passava um minuto da uma da tarde quando perante os olhos extasiados dos meus companheiros ... se abriu de repente esta paisagem...

Miradouro natural sobre o Lago del Valle (1760m alt.) ... o Paraíso existe!
O almoço foi neste balcão natural. Cada um escolheu o seu recanto, a sua forma de ver e sentir como somos pequenos, neste horizonte avassalador. Aquele almoço era uma entrega à Montanha, em que cada um se sentia personagem de um Tempo sem tempo ... de um Tempo para ser Vivido!

Obrigado aos "deuses" de Somiedo ... e a todos os que aqui levei, naquele dia 15 de Junho de 2017
"Somiedo es un poema escrito por el agua, una balada caótica de versos labrados piedra a piedra; pero es poesía armónica y hermosa, arropada por la vida que aflora en todas partes. Poema vivo, arcaico pero eterno, imperecedero aunque vetusto, primitivo pero inmortal, como si hubiera sido concebido para perdurar."                (Víctor Vásquez, biólogo)
Até "ela" admira a fabulosa paisagem ... extasiada...
O plano que havia traçado para esta edição circular dos lagos de Somiedo incluía a descida daquele mágico miradouro até às margens do Lago. Pouco depois das duas estávamos no Lago del Valle, como se fôssemos descer para Valle de Lago, onde tínhamos estado na véspera. Mas não, não íamos descer a Valle de Lago; o objectivo era voltar a subir para noroeste, rumo às veigas de Camayor.

Descidos "dos montes que medem o céu "...
... chegamos ao Lago del Valle (Cabaña Cobrana, 1580m alt.)
No topo norte do lago retomámos a subida, pelo trilho que inclusivamente já desci com os Caminheiros Gaspar Correia. Uma pequena zona em obras, no caminho, baralhou-me a bifurcação ... mas o inesperado viria depois! Passada a Fuente Las Divisas ... uma ligeira distracção afastou-me do trilho...

O fabuloso vale do Rio del Lago, do início do trilho que subiria a Camayor
Voltamos às alturas ... por enquanto no trilho certo...
Quando dei pelo erro de rota ... já estávamos bem acima do trilho, em direcção aos Pozos de Promediu; seria mais demorado e perigoso voltar a descer ... mas demorámos o melhor de 45 minutos para progredir menos de 600 metros. Quando a "aventura" suavizou (ou, neste caso, aventura mesmo, sem aspas...) ... descomprimi a tensão acumulada. Os Pozos de Promediu é um planalto a quase 1800 metros de altitude, algo semelhante às Morteras, entre os Picos Albos e Peña Orniz, que há algum tempo queria conhecer ... mas não esperava conhecê-los inesperadamente e "guiando" 21 amigos. Bem fez o "Mano" Zé Manel em ter optado por um percurso a solo neste último dia... 😊. Aqui ficam, mais uma vez, as minhas desculpas ao grupo, bem como o meu agradecimento e admiração pela compreensão e carinho que me transmitiram.

Imagens de uma épica e inesperada subida aos Pozos de Promediu ... ou as consequências de uma distracção...
Uma vez no planalto dos Pozos de Promediu ... havia que descobrir uma passagem para as Veigas de Camayor, 100 metros de desnível abaixo de nós. A panorâmica dos 1840 metros a que estávamos, próximo do Pico de la Cueva de Camayor, era fabulosa! O estudo da carta e uma curta "prospecção" indicou-nos felizmente a passagem para aquele autêntico Shangri-La de Somiedo. Estava de novo e finalmente em terreno conhecido ... e tínhamos encurtado cerca de 4 km à caminhada!

Veigas de Camayor ... o reino dos verdes prados
Às cinco da tarde estávamos a cruzar a Veiga de Cerveiriz, agora com o lago do mesmo nome à nossa direita. Pelo velho estradão mineiro já tantas vezes percorrido, menos de uma hora depois estávamos na Farrapona, com 14,5 km percorridos ... uma parte bem lentamente...

Veiga e Lago de Cerveiriz
Lago de La Cueva ... de manhã tínhamos passado na encosta em frente
E, em fim de jornada e em fim de actividade, o fabuloso vale de Saliencia, do Alto da Farrapona
O Zé Manel esperava-nos na Farrapona ... e concluímos que quase nos encontrámos nas Veigas de Camayor, que percorreu até ao extremo noroeste ... por onde era suposto termos entrado. Regresso de autocarro ... e Pola de Somiedo esperava-nos. Estávamos no fim de uma semana fabulosa ... nas "minhas" terras mágicas de Somiedo. O dia seguinte seria o do longo regresso a casa.

Pola de Somiedo, 15.06.2017, 19h00 - Não é um adeus ... é só um até breve...
Ver o álbum completo da "aventura" em Somiedo
Somiedo, a minha terceira "terra natal", é sempre um bálsamo para os sentidos ... uma cura para a alma. Se o Paraíso existe ... naquelas terras está seguramente um pedaço dele ... e ao qual levei 22 amigos e amigas, de onde trouxemos recordações que, como sempre, perdurarão nas memórias. Depois de tantos agradecimentos recebidos, depois de tantas palavras amigas, depois de tantas fotos partilhadas, agora é a minha vez de dizer Obrigado, Muito Obrigado a Todos os que comigo construíram aqueles dias ... fabulosos ... inesquecíveis!

(Escrito em 21.06.2017)

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Das terras de Narcea às terras de Somiedo (2)

Depois da travessia desde terras de Narcea, os restantes três dias desta incursão ao Paraíso tiveram o "acampamento base" em Pola de Somiedo, com a simpatia e a hospitalidade do amigo Herminio e do restante pessoal da sua "Casa Miño". Para a escolha dos percursos realizados, em muito contribuiu também a amiga Rosalía Alvarez, que já em 2015 nos havia acompanhado na subida ao Cornón, tecto de Somiedo. As suas ocupações não lhe permitiram desta vez acompanhar-nos ... mas a sua hospitalidade não a deixou em mãos alheias, recebendo-nos na sua "Casa Rural Buenamadre".
Do Puerto de San Lorenzo a Santiago de Hermo, pelo Camín Real de La Mesa
Pola de Somiedo, 13 de Junho
Puerto de San Lorenzo, 13.06.2017, 9h35 - Ia começar a 3ª jornada desta incursão no Paraíso de Somiedo
Em Junho de 2014, na primeira "edição" com vários dos amigos reunidos nesta terceira versão, entrámos em Somiedo pelo Puerto de San Lorenzo, a quase 1400 metros de altitude. O Puerto situa-se no chamado Cordal de La Mesa, por onde passava a antiga calçada romana de La Mesa, que unia terras leonesas e astures. Ao subir ao Puerto, ainda no autocarro, saímos das nuvens ... e saímos para um dia esplendoroso. A leste, tínhamos terras de Teverga e de Quirós, com o maciço das Ubiñas e os Huertos del Diablo como pano de fundo. A poente, as serras e os vales de Somiedo!

Mar de nubes, do Puerto de San Lorenzo
Subida ao cume de Mirandiella (1568m alt.)
Ao fundo, o Maciço das Ubiñas
Há 3 anos, seguimos o Cordal para sudeste, rumo a Saliencia. Desta vez, por isso, rumámos a norte, começando por subir ao cume de Mirandiella. No horizonte havia nuvens escuras. Tentámos ligar o cume ao Camín Real, mas no início da descida ... subiu o nevoeiro; associado à densa vegetação, o bom senso ditou que regressássemos quase ao Puerto San Lorenzo, para então seguir a calçada real, sempre com fabulosas panorâmicas para sudoeste e oeste. Entre o verde das encostas e o cinzento das nuvens, entre a Terra e o Céu ... fizemos dois minutos de êxtase, de contemplação ... dois minutos a ouvir o silêncio...

Entre a Terra e o Céu ... entre a contemplação e a catarse ... dois minutos a ouvir o Silêncio
Sobre a aldeia de Orderías, próximo da Fuente El Camín
À medida que avançávamos para norte ... as nuvens escuras aproximavam-se ... sentíamos as primeiras gotas de água ... e, primeiro ao longe, sobre o maciço do Cornón, viam-se raios a cortar os céus ... ouvia-se o ribombar dos trovões. Protecções nas mochilas, vestir impermeáveis ... e o que assistimos pouco antes do alto de La Celada foi um autêntico espectáculo pirotécnico! Mas, tão rapidamente como os trouxe, Santa Bárbara levou os trovões e os raios para nordeste ... e deixou-nos almoçar naquele imponente Collado, próximo da magnífica veiga de Cueiro. A poente, o vale de Valcárcel, para onde iríamos descer; a nascente, o vale de Taxa, em terras de Teverga.

Alto de La Celada (1430m alt.) - Depois da tempestade ... o almoço, sobre o vale de Taxa
A partir de La Celada, o percurso era quase sempre a descer ... e a descer bem! As nuvens alternavam com o Sol, a chuva alternava com o calor ... num veste e despe permanente ... à medida que íamos descendo aos 'S' nas vertentes mais íngremes. Valcárcel foi a primeira aldeia ... onde uma simpática aldeã, de seu nome Covadonga, evidenciou o seu isolamento e a necessidade de falar ... acabando por nos vender rifas para um cabrito. Se nos sair o cabrito ... lá teremos de voltar a Somiedo... 😋
Descida para Valcárcel ... por entre o Céu e a Terra ... por entre a Luz e as Trevas...
Com Doña Covadonga em Valcárcel ... 15
minutos a alimentar a necessidade de conversa 
Entre Valcárcel e Clavichas ... pelo meio do verde
E se em Valcárcel só vimos uma habitante ... Clavichas pareceu-nos uma aldeia fantasma ... apesar de ter roupa estendida. E lá bem no fundo do vale, já se via o nosso destino: Santiago de Hermo.
Vale do Reguero de Santiago, com Clavichas em primeiro plano. Ao fundo ... Santiago de Hermo
Bucolismo em Clavichas ...
no reino da cor e da magia
Santiago de Hermo deve o seu nome e a sua Capela ao Apóstolo, evidentemente. A Capela data de 1884 ... e a festa anual da aldeia é a 25 de Julho ... Dia de Santiago. Com pouco mais de 16 km percorridos, terminámos a caminhada em Santiago. O amigo Herminio veio buscar o amigo Paulo (o nosso motorista/caminheiro); o bar "Casa Cuqui" foi o nosso refúgio enquanto esperávamos pelo autocarro.

Santiago de Hermo e a sua Capela de Santiago, de 1884
Regressados a Pola de Somiedo ... os pés pediam água fresca... 😊
Circular Pola de Somiedo - Valle de Lago
Pola de Somiedo, 14 de Junho
Igreja de S. Pedro, Pola de Somiedo, 14.06.2017, 8h35
4ª feira ... 4ª caminhada no paraíso. Juntando pedaços de várias rutas já percorridas, idealizei para o grupo um percurso circular com partida e chegada a Pola de Somiedo. O autocarro nesta 4ª feira, portanto, não saiu de Pola. E nós saímos pela vetusta Igreja de S. Pedro e pela senda accesible, junto à confluência dos rios Sousas e Somiedo e ao Hotel Palácio Flórez-Estrada.

Senda accesible, ao longo do vale de Somiedo, e miradouro do desfiladeiro de La Malva
O trilho contorna a Cuesta de El Gurugú, entrando no vale de Saliencia sobre as tuberías da Central de La Malva. Num dia particularmente quente e limpo, o muito arvoredo e o som do correr das águas foram especialmente bem vindos. Antes das dez e meia estávamos a cruzar o Rio Saliencia.


Em pleno paraíso, junto às cascatas do Rio Saliencia ...
onde o verde se confunde com os reflexos da água ...
onde o Sol envia chispas de luz por entre a ramagem
Veigas, 10h45
A seguir a Veigas voltámos a cruzar o rio Saliencia, desta vez para começar a vertiginosa subida de La L.lamera, rumo a Valle de Lago. Em cerca de 4 km, passámos dos pouco mais de 800 metros do vale de Saliencia para os 1230 do alto de La Bobia, sobre Valle de Lago ... a primeira aldeia Somedana que conheci, há uns já longínquos 20 anos! E foi para o Camping "Lagos de Somiedo" que nos dirigimos ... onde em Agosto de 1997 passei dois dias e duas noites à espera que as brumas e os "deuses" de Somiedo me deixassem conhecer o Paraíso que tinha descoberto ... a minha terceira "terra natal"!

Subida de Veigas a L.lamera e La Bobia ... por entre a magia e o silêncio dos bosques ... à espera de ver um urso...
Alto de La Bobia (1230m alt.)
Embalse del Valle ...
... e chegamos a Valle de Lago
Camping "Lagos de Somiedo" foi o local eleito para o almoço. Lá em cima, no alto do vale, lá estavam os Picos Albos, lá se adivinhava a presença do Lago del Valle, o maior lago cantábrico ... onde iríamos no dia seguinte. O rumo agora era cruzar o rio e descer o vale até Pola, contornando a majestosa Peña El Castiellu, também conhecida por Peña Furada, e descendo os belos prados que ladeiam o bosque de La Enramada, o paraíso do Outono Somedano ... que atravessámos em Outubro de 2015.

Camping "Lagos de Somiedo", Valle de Lago, 14h00
Peña El Castiellu, também conhecida por Peña Furada, na descida dos prados de Valle de Lago a Coto ...
... e com uma "Mana" encantadora de cavalos... 😄
Continuamos a descida dos prados. À direita o monte e bosque de La Enramada
Antes das três e meia entrávamos em Coto de Buenamadre e pouco depois estávamos na "Casa Rural Buenamadre", ao lado da vetusta Igreja de San Miguel de Llera. A amiga Rosalía não deixou a hospitalidade em mãos alheias ... e recebeu-nos com várias rodadas de Sidra e uma bela pausa naquele retiro que tanto ama. Não é por acaso que a Rosalía escolheu para título do seu blogue ... "Desde Somiedo, MI MUNDO RURAL: Afición, pasión, VIDA, l´elixir d´amore"...

Uma pausa e uma bela rodada de sidra ...
com a hospitalidade da amiga Rosalía
De Coto de Buenamadre a Pola de Somiedo faltavam-nos descer apenas os menos de 3 km que as separam. Pouco passava das cinco da tarde e estávamos de regresso, com 20 km percorridos, naquela que foi a maior das 5 caminhadas desta incursão pelo paraíso de Somiedo.

De regresso a Pola de Somiedo, 16h55
Pola também tem o seu Km '0'...
E as águas gélidas do rio continuam a ser um bálsamo...
Continuávamos sem ver nenhum exemplar da felizmente crescente população de ursos existentes nas terras de Somiedo. Mas, no bar "El Meirel", junto ao rio ... apareceu um! Tive que lhe segurar as mandíbulas... 😱
Ver o álbum completo da "aventura" em Somiedo
(Escrito em 20 e 21.06.2017)